sexta-feira, 8 de abril de 2011

Diferente e igual a todos os outros

Ela fazia todos os dias aquele mesmo caminho.

sua casa - terminal - faculdade.

faculdade - terminal - sua casa.

Mas aquele dia seria diferente. Diferente e igual a todos os outros.

Diferente porque conheceria André.

(ou seria Caio, Fernando, Rafael?)

Lá estava ele. Malas no chão, sério, ar de mistério.

Esperava por alguém.

Em uma das mãos um suco de laranja.

N'outra um cigarro.

-Um hábito tão saudável acompanhado de um nenhum pouco... – disse ela.

-Se me permite?

Pega-lhe o cigarro e dá uma longa tragada, pensativa.

-Geralmente eu prefiro os saudáveis. – olhando para o horizonte, cigarro na mão.

-Oi?

-Os hábitos. – olhando de soslaio, um meio sorriso.

-Ah.

-Qual seu nome?

-André.

(silêncio)

-E o seu?

-Maysa.

Mentira. Era Luciana. Não costumava dizer seu nome verdadeiro para estranhos.

-Muito prazer, André. – estende a mão.

Ele sorri.

-Preciso pegar meu ônibus... Posso ficar? – mostra o cigarro.

-Claro, claro.

E partiu.